Ao contrário das outras igrejas, a Igreja Universal do Reino de Deus nunca condenou o uso de camisinha. Mas em Moçambique, a Universal deu um passo à frente e está incentivando o uso e distribuindo camisinhas para a população. Seus obreiros podem ser vistos distribuindo camisinhas nas ruas na cidade portuária de Beira, a segunda maior de Moçambique, nos finais de semana.
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Os obreiros se revezam em locais populares entre prostitutas, caminhoneiros, pescadores e crianças de rua, onde distribuem os preservativos, colam cartazes de prevenção do HIV e falam com o povo sobre discriminação, testes e adesão a tratamento antiretroviral.
Controvertida, a igreja pentecostal de origem brasileira está presente em mais de 170 países e é dona de uma das maiores rede de TV do Brasil, a Record. A igreja, que tem forte presença na África, responde a processos na justiça brasileira, onde é acusada de estelionato, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha.
Aborto e Bíblia
Em 2007, o bispo Macedo, fundador da igreja, se declarou a favor do aborto. Agora, pelo menos em Moçambique, sua igreja apóia abertamento o uso de preservativos: “Quem condena o uso de preservativo não é um cristão, mas sim um religioso que não tem consciência do que a AIDS está causando nas famílias ”, disse Mussate Mateus, diretor da Associação Benificiente Cristã (ABC), uma instituição de caridade ligada à igreja Universal.
Mateus foi além: “ Um pastor religioso lê a biblia como fosse um manual profissional, obrigando os fiéis a praticarem o que ele diz”.
Uma mudança drástica de posição comparada à declaração do pastor Pedro Garcia, da Universal em Maputo, ao PlusNews em Setembro de 2007, de que a igreja não incentivava e nem condenava o uso de preservativos: “Só achamos que a fidelidade e a abstinência são mais eficazes”.
Na época, o trabalho de prevenção de HIV da Universal e de outras igrejas evangélicas era financiado pela USAID, a agência de ajuda humanitária e desenvolvimento dos Estados Unidos, dentro de um projeto que estimula abstinência e fidelidade. O projeto ABY (abstinência, fidelidade e juventude, em inglês), que financia ações de várias entidadades religiosas, será descontinuado este ano, de acordo com a representação da USAID em Moçambique.
Beira, na Baía de Sofala, é o maior porto do país e integra as principais rotas de navegação do oceano Índico. A cidade também abriga o maior aeroporto de Moçambique e recebe um grande número de caminhoneiros e turistas. Ela é a mais afetada pela AIDS na província de Sofala: com uma população estimada em pouco mais de 432 mil habitantes, a cidade tem uma soroprevalência de 35 por cento, superior à média provincial de 21 por cento – que por sua vez está muito acima da prevalência oficial nacional de 16 por cento.
Neste cenário propício à propagação de doenças sexualmente transmissíveis, a ABC organiza marchas de conscientização sobre o HIV dentro da campanha “Moçambique sem HIV/SIDA”. Além do foco na discriminação, as marchas têm como objetivo sensibilizar populações de risco, como a de pessoas que vivem nas ruas.
Nos cultos anteriores às marchas, os pastores da Universal têm falado sobre o HIV. O trabalho foi iniciado dentro do programa da USAID com igrejas evangélicas e inclui ainda a distribuição de cestas básicas a soropositivos.
Fonte: Plus News / Gospel+
terça-feira, 13 de outubro de 2009
Igreja Universal realiza distribuição de preservativos na África
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Pedro h...
às
12:18 PM
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sexta-feira, 4 de setembro de 2009
sábado, 22 de agosto de 2009
sexta-feira, 21 de agosto de 2009
Ironia Suína
2 mil pessoas contraem a gripe suína e todo mundo já quer usar máscara.
25 milhões de pessoas têm AIDS e ninguém quer usar preservativo!
25 milhões de pessoas têm AIDS e ninguém quer usar preservativo!
quinta-feira, 20 de agosto de 2009
quarta-feira, 19 de agosto de 2009
Como identificar um administrador
Um homem está a conduzir o seu carro, quando a certa altura percebe que se perdeu. Dá conta de outro homem que passa por perto, encosta ao passeio e chama-o:
- Desculpe, pode dar-me uma ajuda? Prometi a um amigo encontrar-me com ele às 14h, estou meia hora atrasado e não sei onde me encontro.
- Claro que o posso ajudar. O senhor encontra-se num automóvel, entre os 38 e os 39 graus de latitude norte e os 9 e 10 graus de longitude oeste, são 14 horas, 23 minutos e 42 segundos, hoje é quarta-feira e estão 27 graus centígrados.
- O senhor é informático?
- Exactamente! Como é que sabe?
- Porque tudo o que me disse está correcto do ponto de vista técnico, mas é inútil do ponto de vista prático. De facto, não sei o que fazer com a informação que me deu e continuo aqui perdido.
- Então o senhor deve ser um gestor, certo? – responde o informático
- Na realidade sou mesmo. Mas. como percebeu?
- Muito fácil: não sabe nem onde se encontra, nem para onde ir; fez uma promessa que não faz a menor idéia de como vai cumprir e agora espera que outro qualquer lhe resolva o problema. De facto, encontra-se exactamente na mesma situação em que estava antes de nos encontrarmos, mas agora, por um qualquer estranho motivo a culpa acaba por ser minha!
publicado no blog do Maurício Serafim
- Desculpe, pode dar-me uma ajuda? Prometi a um amigo encontrar-me com ele às 14h, estou meia hora atrasado e não sei onde me encontro.
- Claro que o posso ajudar. O senhor encontra-se num automóvel, entre os 38 e os 39 graus de latitude norte e os 9 e 10 graus de longitude oeste, são 14 horas, 23 minutos e 42 segundos, hoje é quarta-feira e estão 27 graus centígrados.
- O senhor é informático?
- Exactamente! Como é que sabe?
- Porque tudo o que me disse está correcto do ponto de vista técnico, mas é inútil do ponto de vista prático. De facto, não sei o que fazer com a informação que me deu e continuo aqui perdido.
- Então o senhor deve ser um gestor, certo? – responde o informático
- Na realidade sou mesmo. Mas. como percebeu?
- Muito fácil: não sabe nem onde se encontra, nem para onde ir; fez uma promessa que não faz a menor idéia de como vai cumprir e agora espera que outro qualquer lhe resolva o problema. De facto, encontra-se exactamente na mesma situação em que estava antes de nos encontrarmos, mas agora, por um qualquer estranho motivo a culpa acaba por ser minha!
publicado no blog do Maurício Serafim
terça-feira, 18 de agosto de 2009
Uma possível parceria entre Deus e o Diabo?
Uma noite, percorríamos o centro de minha cidade, quando passamos em frente a uma igreja neopentecostal da moda. Eu nunca havia entrado num templo neopentecostal, e, mais do que tudo nesta vida, continuo não tendo vontade de entrar em nenhum até o presente dia.
Ficamos então na porta do recinto eu e um amigo. Ele queria entrar, eu não. Devido ao impasse, ficamos fora, e uma obreira da igreja veio até nós e nos fez companhia. Ela foi bastante simpática e respondia às nossas perguntas, feitas com a falsa ignorância de duas mentes cínicas.
Depois de vermos muitos cacarecos vendáveis para satisfazer o coração fiel mais ingênuo, como cruzes de palito de picolé que protegem a casa contra as artimanhas do Diabo, vimos o pastor cantar um música que contrastava com o local, pois chamavam aquilo de "igreja". Da música eu não me lembro muito, exceto que o pastor a tocava num teclado enquanto pulava de um pé para o outro (acho que aquilo para ele devia ser dança), e que a letra falava várias vezes que o "encosto" iria sair mas não citava a palavra cadeira. Não sei onde ele aprendeu a bizarra doxologia que entoava, se num terreiro, ou se era de sua péssima autoria mesmo, só sei que achei muito estranho alguém falar em demônios numa música enquanto dança alegremente num lugar chamado "igreja".
Como se aquilo não fosse o bastante para uma noite só, houve exorcismo de "encostos": claro, não podia deixar de haver... E eu perguntei à "obreira" aparentando realmente ter dúvidas: Por que os demônios se manifestam nas igrejas se sabem que vão ser expulsos? Não seria melhor ficar agindo calados para serem mais eficientes? E por que o pastor conversa com eles durante o culto?
A obreira virou-se para mim com simplicidade e ternura e disse: "Os demônios falam na igreja para exaltar o poder de Deus e engrandecer o evangelho, eles estão cooperando com a obra para que as pessoas conheçam a Deus". E, impressinado com a resposta incoerente, eu repliquei: "Mas no caso, sendo um demônio, não deveria falar mentiras e ser contra o evangelho para que as pessoas não cressem em Jesus? Por que o Diabo e suas hostes cooperariam com o Reino de Deus todos os domingos durante os cultos?"
Sem perceber a contradição risível do que havia acabado de dizer, a cooperadora olhou-me, atenciosamente, e replicou: "Os demônios são assim".
Parece que algumas fichas não caem. Ou parece que convém para certas pessoas que a ficha não caia.
Retirei-me com pena daquela mulher, aparentemente enredada nas mentiras e inconsistências dos ensinos de nossos dias. Pelo seu relato, o Diabo não deveria ser tão mal assim, quiçá um cara mal-entendido que de vez em quando pisa na bola, mas que, certamente, deve trabalhar na igreja dela, fielmente, com a propagação do seu "evangelho", lado a lado com "Deus", porque, naquela noite, eu vi e ouvi um monte de coisas, exceto o que deveria ter sido dito daquele nobre carpinteiro de Nazaré, ao mesmo tempo um frágil vaso de barro e o incomparável Senhor de todas as coisas.
Disso extraí uma triste constatação: em certas cabeças, o Diabo e Deus deram-se as mãos e vivem sua vida de encenação do evangelho todos os dias no palco da vida, a fim de encher auditórios e trazer lucros a pretensos sacerdotes. É apenas conhecendo Jesus, a Verdade, que haverá libertação para que tais pessoas, enredadas pela farsa, possam distinguir essa encenação em que crêem da realidade que lhes cerca. E cabe a nós levar-lhes a esta Verdade.
Ficamos então na porta do recinto eu e um amigo. Ele queria entrar, eu não. Devido ao impasse, ficamos fora, e uma obreira da igreja veio até nós e nos fez companhia. Ela foi bastante simpática e respondia às nossas perguntas, feitas com a falsa ignorância de duas mentes cínicas.
Depois de vermos muitos cacarecos vendáveis para satisfazer o coração fiel mais ingênuo, como cruzes de palito de picolé que protegem a casa contra as artimanhas do Diabo, vimos o pastor cantar um música que contrastava com o local, pois chamavam aquilo de "igreja". Da música eu não me lembro muito, exceto que o pastor a tocava num teclado enquanto pulava de um pé para o outro (acho que aquilo para ele devia ser dança), e que a letra falava várias vezes que o "encosto" iria sair mas não citava a palavra cadeira. Não sei onde ele aprendeu a bizarra doxologia que entoava, se num terreiro, ou se era de sua péssima autoria mesmo, só sei que achei muito estranho alguém falar em demônios numa música enquanto dança alegremente num lugar chamado "igreja".
Como se aquilo não fosse o bastante para uma noite só, houve exorcismo de "encostos": claro, não podia deixar de haver... E eu perguntei à "obreira" aparentando realmente ter dúvidas: Por que os demônios se manifestam nas igrejas se sabem que vão ser expulsos? Não seria melhor ficar agindo calados para serem mais eficientes? E por que o pastor conversa com eles durante o culto?
A obreira virou-se para mim com simplicidade e ternura e disse: "Os demônios falam na igreja para exaltar o poder de Deus e engrandecer o evangelho, eles estão cooperando com a obra para que as pessoas conheçam a Deus". E, impressinado com a resposta incoerente, eu repliquei: "Mas no caso, sendo um demônio, não deveria falar mentiras e ser contra o evangelho para que as pessoas não cressem em Jesus? Por que o Diabo e suas hostes cooperariam com o Reino de Deus todos os domingos durante os cultos?"
Sem perceber a contradição risível do que havia acabado de dizer, a cooperadora olhou-me, atenciosamente, e replicou: "Os demônios são assim".
Parece que algumas fichas não caem. Ou parece que convém para certas pessoas que a ficha não caia.
Retirei-me com pena daquela mulher, aparentemente enredada nas mentiras e inconsistências dos ensinos de nossos dias. Pelo seu relato, o Diabo não deveria ser tão mal assim, quiçá um cara mal-entendido que de vez em quando pisa na bola, mas que, certamente, deve trabalhar na igreja dela, fielmente, com a propagação do seu "evangelho", lado a lado com "Deus", porque, naquela noite, eu vi e ouvi um monte de coisas, exceto o que deveria ter sido dito daquele nobre carpinteiro de Nazaré, ao mesmo tempo um frágil vaso de barro e o incomparável Senhor de todas as coisas.
Disso extraí uma triste constatação: em certas cabeças, o Diabo e Deus deram-se as mãos e vivem sua vida de encenação do evangelho todos os dias no palco da vida, a fim de encher auditórios e trazer lucros a pretensos sacerdotes. É apenas conhecendo Jesus, a Verdade, que haverá libertação para que tais pessoas, enredadas pela farsa, possam distinguir essa encenação em que crêem da realidade que lhes cerca. E cabe a nós levar-lhes a esta Verdade.
"Disse Jesus aos judeus que haviam crido nele: 'Se vocês permanecerem firmes na minha palavra, verdadeiramente serão meus discípulos. E conhecerão a verdade, e a verdade os libertará'. " Joao 8.31-32 - NVI
"Respondeu Jesus: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai, a não ser por mim." João 14.6 - NVI
"Respondeu Jesus: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai, a não ser por mim." João 14.6 - NVI
texto de Avelar Junior, do blog Não, Obrigado!
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Pedro h...
às
9:18 AM
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segunda-feira, 17 de agosto de 2009
domingo, 16 de agosto de 2009
Deus: Não há provas suficientes
[Richard] Dawkins, ateu em toda a sua convicção, se recusa a admitir a possibilidade de uma explicação que não explica nada, apenas induz à aceitação passiva das pessoas. Ele se torna até mesmo um pouco agressivo ao comentar a ideia de crença em si: existem as ideia de fadas, duendes e unicórnios cor-de-rosa, certo? Ora, a maior parte das pessoas não acredita em nada disso, uma vez que não há provas de sua existência. Por que haveria de ser diferente com essa entidade chamada Deus, de cuja existência também não temos prova absolutamente nenhuma? Dawkins diz preferir acreditar na ciência, que oferece provas para suas teorias, mas não possui todas as respostas, do que numa religião, que oferece todas as respostas, mas absolutamente prova nenhuma. Assim, combater a religião equivale a incentivar o pensamento, a renovar a busca por compreensão.
Em seu livro, o zoólogo deixa claro que fala de um deus que é um ser inteligente, pessoal e criativo. Um ser que criou o Universo, que faz milagres, que é onipresente, onipotente e onisciente. Este ser, Dawkins deixa claro, não existe. O que pode existir é o que ele chamou de um "deus einsteiniano", baseado nas ideias do físico Albert Einstein (1879-1955) - um profundo respeito e reverência em relação à perfeição e complexidade da natureza. Um respeito em relação à beleza do mundo - porém, a beleza não é suficiente, é necessária a verdade. E a verdade exige evidência, algo que a religião não traz.
Segundo o zoólogo, nossa sociedade tem uma estranha tolerância à religião, o que leva a uma quase total falta de percepção dos males que ela pode trazer ao homem --e, para ele, traz. No livre "Deus, um delírio", exemplifica uma situação que considera emblemática dessa tolerância: "quero que o mundo todo estremeça ao ouvir uma expressão como 'criança católica' ou 'criança muçulmana'. Fale de uma "criança de pais católicos", se quiser; mas, se ouvir alguém falando de uma 'criança católica', interrompa-o (...)".
Para Dawkins, as marcas desse "recrutamento infantil" para as religiões são particularmente maléficas: uma criança não tem discernimento para decidir sua religião, assim como não tem para definir uma posição política. Qualquer um ficaria chocado se rotulássemos um menino de quatro anos como uma "criança marxista", ou "criança neoliberal" por causa da crença de seus pais. Porém, achamos que isso é perfeitamente tolerável em relação à religião, tirando de muitas crianças a possibilidade de fazer efetivamente uma escolha. Não é à toa que, de uma forma geral, a maior parte das pessoas acredita na mesma religião de seus pais. Na visão de Dawkins, isso faz com que a crença em um deus ou outro não passe de um acaso infinitesimal que se refere exclusivamente à família na qual você nasceu. Mais um bom motivo, diz ele, para não acreditar em religião nenhuma.
A "conversão ao ateísmo" (como ele brinca em seu site) não termina em seu livro. Ele apoia e divulga constantemente a campanha lançada pela comediante inglesa Ariane Sherine a favor do ateísmo. Ela viu em um ônibus londrino a frase "Quando o Filho do Homem vier, encontrará Ele fé na Terra?". A tal propaganda também indicava um site que dizia que todos aqueles não crentes estavam condenados a uma eternidade no inferno. Como resposta, Sherine criou o "ônibus ateu", que circula em várias partes do mundo levando a seguinte frase: "Deus provavelmente não existe. Agora pare de se preocupar e vá aproveitar a vida."
Dawkins auxiliou o lançamento da campanha e comemorou a imensa adesão que ela recebeu. Além disso, a frase do "ônibus ateu" é totalmente inspirada nas ideias de Dawkins. O uso do termo "provavelmente" vem do fato de que Dawkins afirma constantemente que é preciso relativizar o conhecimento humano, pois não se pode provar a impossibilidade da existência de Deus, por mais improvável que ela seja. Além disso, é também o zoólogo que menciona que uma vida longe da religião é uma vida mais feliz e mais livre. Viver como ateu significa não acreditar que há uma outra vida; sendo assim, um ateu sabe que tem que viver ao máximo, e com toda a intensidade possível, a única vida que tem.
Polêmico? Com certeza. É também desafiador, e é nisso que se concentra o zoólogo britânico. Ele diz acreditar que, quando as pessoas são forçadas a pensar sobre suas crenças religiosas, a maior parte delas acaba por questioná-las e por começar a duvidar. Afinal, pode ser que haja conforto numa crença na vida após a morte ou num sentido maior para a existência --mas esse conforto não cria uma ideia mais verdadeira. E que conforto haveria em se acreditar em prováveis mentiras?
Dawkins costuma afirmar que não consegue conceber um Deus que, caso existisse, privilegiaria homens que acreditaram nele, mesmo sem provas de sua existência. E diz que ao morrer, se deparar com um Deus impiedoso e furioso que lhe pergunte por que Dawkins não acreditou nele, responderá como o dramaturgo e ensaísta irlandês e vencedor vencedor do Prêmio Nobel de 1925, George Bernard Shaw (1856-1950) sugeriu: "Não há provas suficientes, Deus, não há provas suficientes".
Matéria publicada na Folha Online
Em seu livro, o zoólogo deixa claro que fala de um deus que é um ser inteligente, pessoal e criativo. Um ser que criou o Universo, que faz milagres, que é onipresente, onipotente e onisciente. Este ser, Dawkins deixa claro, não existe. O que pode existir é o que ele chamou de um "deus einsteiniano", baseado nas ideias do físico Albert Einstein (1879-1955) - um profundo respeito e reverência em relação à perfeição e complexidade da natureza. Um respeito em relação à beleza do mundo - porém, a beleza não é suficiente, é necessária a verdade. E a verdade exige evidência, algo que a religião não traz.
Segundo o zoólogo, nossa sociedade tem uma estranha tolerância à religião, o que leva a uma quase total falta de percepção dos males que ela pode trazer ao homem --e, para ele, traz. No livre "Deus, um delírio", exemplifica uma situação que considera emblemática dessa tolerância: "quero que o mundo todo estremeça ao ouvir uma expressão como 'criança católica' ou 'criança muçulmana'. Fale de uma "criança de pais católicos", se quiser; mas, se ouvir alguém falando de uma 'criança católica', interrompa-o (...)".
Para Dawkins, as marcas desse "recrutamento infantil" para as religiões são particularmente maléficas: uma criança não tem discernimento para decidir sua religião, assim como não tem para definir uma posição política. Qualquer um ficaria chocado se rotulássemos um menino de quatro anos como uma "criança marxista", ou "criança neoliberal" por causa da crença de seus pais. Porém, achamos que isso é perfeitamente tolerável em relação à religião, tirando de muitas crianças a possibilidade de fazer efetivamente uma escolha. Não é à toa que, de uma forma geral, a maior parte das pessoas acredita na mesma religião de seus pais. Na visão de Dawkins, isso faz com que a crença em um deus ou outro não passe de um acaso infinitesimal que se refere exclusivamente à família na qual você nasceu. Mais um bom motivo, diz ele, para não acreditar em religião nenhuma.
A "conversão ao ateísmo" (como ele brinca em seu site) não termina em seu livro. Ele apoia e divulga constantemente a campanha lançada pela comediante inglesa Ariane Sherine a favor do ateísmo. Ela viu em um ônibus londrino a frase "Quando o Filho do Homem vier, encontrará Ele fé na Terra?". A tal propaganda também indicava um site que dizia que todos aqueles não crentes estavam condenados a uma eternidade no inferno. Como resposta, Sherine criou o "ônibus ateu", que circula em várias partes do mundo levando a seguinte frase: "Deus provavelmente não existe. Agora pare de se preocupar e vá aproveitar a vida."
Dawkins auxiliou o lançamento da campanha e comemorou a imensa adesão que ela recebeu. Além disso, a frase do "ônibus ateu" é totalmente inspirada nas ideias de Dawkins. O uso do termo "provavelmente" vem do fato de que Dawkins afirma constantemente que é preciso relativizar o conhecimento humano, pois não se pode provar a impossibilidade da existência de Deus, por mais improvável que ela seja. Além disso, é também o zoólogo que menciona que uma vida longe da religião é uma vida mais feliz e mais livre. Viver como ateu significa não acreditar que há uma outra vida; sendo assim, um ateu sabe que tem que viver ao máximo, e com toda a intensidade possível, a única vida que tem.
Polêmico? Com certeza. É também desafiador, e é nisso que se concentra o zoólogo britânico. Ele diz acreditar que, quando as pessoas são forçadas a pensar sobre suas crenças religiosas, a maior parte delas acaba por questioná-las e por começar a duvidar. Afinal, pode ser que haja conforto numa crença na vida após a morte ou num sentido maior para a existência --mas esse conforto não cria uma ideia mais verdadeira. E que conforto haveria em se acreditar em prováveis mentiras?
Dawkins costuma afirmar que não consegue conceber um Deus que, caso existisse, privilegiaria homens que acreditaram nele, mesmo sem provas de sua existência. E diz que ao morrer, se deparar com um Deus impiedoso e furioso que lhe pergunte por que Dawkins não acreditou nele, responderá como o dramaturgo e ensaísta irlandês e vencedor vencedor do Prêmio Nobel de 1925, George Bernard Shaw (1856-1950) sugeriu: "Não há provas suficientes, Deus, não há provas suficientes".
Matéria publicada na Folha Online
sábado, 15 de agosto de 2009
Frases Evangélicas Inéditas
1. Amém? Está fraco. AMÉM? Amém ou não amém?
2. Quem quer receber uma bênção de Deus hoje, levante a mão.
3. Existe a lei da semeadura, e o número da conta é...
4. Isso é roubo, meu irmão; você nasceu pra ser cabeça, não cauda!
5. Esse acidente aconteceu porque você deve ter dado brecha.
6. O Diabo quer lhe destruir.
7. Estou vendo uma obra de bruxaria em sua vida.
8. Vamos quebrar as setas inimigas.
9. Nada vai impedir que você seja um conquistador.
10.Não há nada de errado com o dinheiro; o único problema é o amor ao dinheiro.
11. Nossa denominação ainda vai conquistar o mundo.
12. A partir de hoje São Paulo nunca mais será igual.
13. Nós somos um povo que não conhece derrota.
14. Venha para Jesus e pare de sofrer.
15. Você é filho do Rei e não merece estar nessa situação.
16. Temos a visão de conquistar a Europa para Cristo.
17. Essa doença não existe, ela é apenas uma ameaça do Diabo.
18. Deus está nos dirigindo para abrirmos uma igreja em Boca Raton.
19. Vamos amarrar os demônios territoriais que estão sobre o Brasil.
20. Todos os que fizerem a campanha das sete semanas alcançarão seus sonhos.
21. Compre esta Bíblia fantástica com os comentários de...
22. Estamos num mover apostólico e o avivamento brasileiro é semelhante ao do livro de Atos.
23. Teremos uma explosão de milagres na maior concentração religiosa da história.
24. Vamos ficar em pé para receber o Grande Homem de Deus, fulano de tal, com uma salva de palmas.
25. Quando vejo essa multidão de quinze mil pessoas, só tenho vontade de dizer que amo cada um de vocês.
26. O Reino de Deus precisa de um candidato na Câmara; vamos eleger nosso irmão que vai fazer a diferença.
27. Deus abrirá uma porta de emprego para você, meu irmão.
28. Semana que vem teremos mais uma sessão de cura interior.
29. Enquanto não pedirmos perdão ao Paraguai pela guerra, nunca seremos uma nação próspera.
30. Os Estados Unidos são uma bênção porque o presidente deles é crente.
texto de Ricardo Gondim
2. Quem quer receber uma bênção de Deus hoje, levante a mão.
3. Existe a lei da semeadura, e o número da conta é...
4. Isso é roubo, meu irmão; você nasceu pra ser cabeça, não cauda!
5. Esse acidente aconteceu porque você deve ter dado brecha.
6. O Diabo quer lhe destruir.
7. Estou vendo uma obra de bruxaria em sua vida.
8. Vamos quebrar as setas inimigas.
9. Nada vai impedir que você seja um conquistador.
10.Não há nada de errado com o dinheiro; o único problema é o amor ao dinheiro.
11. Nossa denominação ainda vai conquistar o mundo.
12. A partir de hoje São Paulo nunca mais será igual.
13. Nós somos um povo que não conhece derrota.
14. Venha para Jesus e pare de sofrer.
15. Você é filho do Rei e não merece estar nessa situação.
16. Temos a visão de conquistar a Europa para Cristo.
17. Essa doença não existe, ela é apenas uma ameaça do Diabo.
18. Deus está nos dirigindo para abrirmos uma igreja em Boca Raton.
19. Vamos amarrar os demônios territoriais que estão sobre o Brasil.
20. Todos os que fizerem a campanha das sete semanas alcançarão seus sonhos.
21. Compre esta Bíblia fantástica com os comentários de...
22. Estamos num mover apostólico e o avivamento brasileiro é semelhante ao do livro de Atos.
23. Teremos uma explosão de milagres na maior concentração religiosa da história.
24. Vamos ficar em pé para receber o Grande Homem de Deus, fulano de tal, com uma salva de palmas.
25. Quando vejo essa multidão de quinze mil pessoas, só tenho vontade de dizer que amo cada um de vocês.
26. O Reino de Deus precisa de um candidato na Câmara; vamos eleger nosso irmão que vai fazer a diferença.
27. Deus abrirá uma porta de emprego para você, meu irmão.
28. Semana que vem teremos mais uma sessão de cura interior.
29. Enquanto não pedirmos perdão ao Paraguai pela guerra, nunca seremos uma nação próspera.
30. Os Estados Unidos são uma bênção porque o presidente deles é crente.
texto de Ricardo Gondim
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